domingo, 1 de agosto de 2010

Post Extra - O estudo da dança do ventre no Brasil

Sei que é um post extremamente polêmico e que irão me jogar pedras e mais pedras depois disso, mas sinto que eu preciso falar sobre isso.
Tenho assistido vídeos de umas bailarinas européias e além de ver fotos dos meus contatos de dança do velho continente, Europa, e como é diferente o estilo delas com o nosso e é enorme essa diferença, e NÃO pense que nós seguimos mais o estilo egípcio pois isso é uma mera lenda! FATO!!!
Se você pegar um vídeo de alguma européia e de alguma brasileira e comparar a um vídeo do Reda, Raqia, e outros vocês verão que a leitura musical delas é muito mais fiel aos egípcios do que a nossa, sem comparações. A nossa leitura está muito mais voltada para o estilo americano ou russo, também podem comparar... giros e mais giros, altos "tchans", pernas altíssimas, jazz, balé, zouk, tribal, flamenco, fusões e mais fusões, nossa... cadê a dança do ventre pura? É difícil encontrarmos!
Mas não generalizaria poucas brasileiras, poucas poucas MESMO, tem essa linha mais egípcia você vê pela interpretação, a leitura são outros quinhentos é uma outra dança, e é LINDA!
Estou encantada com um vídeo de uma bailarina húngara, a menina é novinha tem 21 anos, mas é linda, perfeita e que quadril soltinho!
Sei que elas tem muito mais acesso ao Egito e seus festivais do que nós brasileiras mas existem os DVDs que podemos estudar, e sem contar o youtube aonde encontramos vários vídeos de bailarinas antigas e atuais aonde podemos estudar, ou seja, não é por falta de material mas é porque o estilo não nos agrada num todo, prontofalei!
Foi que nem nessa segunda, uma aluna veio me perguntar sobre o baladi e é uma dança sem passos de efeito, é uma dança simples e ela ficou espantada com aquilo e não foi a única a ficar assim, outras meninas que estavam por perto e escutaram também ficaram. Ninguém mais pensa em fazer seqüências com passos simples, ninguém mais quer ficar no nível iniciante e ter uma base sólida e bem construída, NINGUÉM MAIS!
O tanto de meninas que eu vejo pulando de nível, que com um ano de dança já foi pro nível avançado, como assim? Nos outros níveis existem tantas coisas legais e IMPORTANTES a serem estudas e o pessoal está simplesmente pulando essas etapas e só pensando em pré-seleção, professoras empurrando alunas pra fazerem essas pré e concursos mas não pra ver a aluna brilhando e sim pra falarem "Foi eu quem a fez!", SIM AMIGAS.... é unicamente pra fazer o nome delas, esse mundo da dança é egoísta!
Por conta disso que eu acredito que estejamos tão longe do estilo árabe de fato, poucas pessoas estudam a dança de raiz, como eu estava conversando com uma amiga minha e ela comentou comigo que a bailarina X, não vou citar nome de bailarina nenhuma nesse post, estuda danças que ninguém mais estuda mas que fazem parte da estória daquele povo e que a torna ímpar, e é o melhor pra ela.
Já tinha iniciado esse tema em um outro post no blog e acho importante falar um pouco mais sobre ele e as pessoas que comentaram comigo sobre esse post estavam encantadas com o vídeo nele e de fato é encantador, simples mas perfeito, não estou dizendo que no Brasil não temos potencial, que está tudo perdido, NUNCA!!!
Acho que deve haver uma definição do que você estuda, se você goste do estilo americano vá e seja feliz, e as estude de fato e diga que as estude, que é o seu foco, como a Saida faz, se você gosta do libanês idem, se gosta das russas idem, e assim por diante... também não significa que você irá estudar somente elas mas é focar tua dança no estilo que você deseja, simplesmente isso!
O Brasil tem um estilo de dança próprio, e ele é mais parecido com o das americanas e russas do que as egípcias, só acho que devemos definir o que queremos ser e estudar, qual é o nosso foco, quem é a nossa maior inspiração?! E vá em frente, sempre!!!
Não estou falando que a nossa dança está errado, que tudo está perdido, não... só estou comentando da ilusão que existe em dizer que seguimos fielmente o estilo egípcio sendo que eu vejo bailarinas, alunas e professoras que se você falar mal das Bellydancers Superstars você apanha, ou da Sadie, porque elas sim dançam demais... melhor do que Dina, Randa, Aida Nour, etc. Mas se você perguntar pra essa pessoa que estilo ela segue ela dirá que é o egípcio sendo que ama e estuda as americas.
Então meninas, pensem bem, assistam vários vídeos, vejam qual te agrada mais e siga essa linha... tem espaço pra todo mundo!

8 comentários:

  1. Querida, sua autenticidade é digna de aplausos, o mundo da dança deve estar aberto às opiniões de bailarinas e estudiosas comprometidas. A crítica elegante só vem contribuir com quem está aprendendo! bjos e boa semana

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  2. Oiii Li!
    Muitíssimo obrigada pelo carinho, de coração!
    Acredito que é justamente o que falta, o povo dar sua opinião de forma séria e sem ofensas, pois quando eu escuto comentários e críticas sobre escolas, bailarinas, professoras vejo também a inveja, como dizem o "veneno escorrendo", como me disseram uma vez é cobra comendo cobra.
    Bjooos!

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  3. Adorei o post Dunia .
    Concordo com vc Read more Leia .
    Bjãooo

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  4. Oiii Sa!!! ^^
    Muito obrigada! =)
    Bjoos!

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  5. Também concordo plenamente com vc. Parabéns pelo texto. Mto Bom!
    Bjs

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  6. Muito obrigada pelo carinho! ^^
    Bjoos!

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  7. Oi, Dunia
    é, parece que vc tem razão, mas eu ousaria um pouco mais e diria que estamos criando nosso própriio estilo, o "brasileiro". Justamente porque misturamos influência de muita gente.

    Mas concordo que a influência da BDSS e Saida é surpreendente.

    Você está certíssima quanto a isso:
    "e o pessoal está simplesmente pulando essas etapas e só pensando em pré-seleção, professoras empurrando alunas pra fazerem essas pré e concursos mas não pra ver a aluna brilhando e sim pra falarem "Foi eu quem a fez!"

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  8. Oi Hanna!
    Sim, o estilo brasileiro de dança do ventre já existe tem um tempinho já devido as nossas influências de estudo de dança do ventre mas também como as nossas raízes, pois querendo ou não as brasileiras de modo geral tem uma facilidade a mais no quadril, o gingado brasileiro faz diferença só que na minha opinião o que nos favoreceria e muito, o gingado, está sendo deixado de lado com o tanto de fusões que estão sendo feitas e falta de um estudo profundo, pulando etapas mesmo, isso prejudica demais e o pessoal não tem noção, na minha opinião, do quanto isso é prejudicial ou tem mas não importa, sabe-se lá!

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